Utilize os links abaixo para saber mais sobre como falar com determinadas pessoas.
Falar com o médicoQuando você e o seu filho forem ao médico pode ser útil:
Levar um registo dos sintomas
Leve uma lista dos tipos de sintomas que o seu filho tem tido, há quanto tempo, e onde ocorrem (casa, escola ou ambos). Um registo completo dos sintomas irá dar ao médico uma imagem mais completa do conjunto de sintomas sentidos durante um período de tempo.
Levar um diário alimentar
Leve um diário alimentar se suspeitar que os sintomas do seu filho são despoletados por alimentos específicos. É muito fácil ficar em branco quando confrontado com "...há algo que gostaria de perguntar?" durante uma consulta; um lembrete escrito irá avivar a sua memória.
Mencionar os efeitos secundários
Lembre-se de informar o médico sobre eventuais efeitos secundários da medicação do seu filho, ou problemas que possa ter em tomar os medicamentos (por exemplo, esquecer-se de tomar os comprimidos, ficar muito envergonhado de tomar os comprimidos na escola, etc.).
Descrever os comportamentos diferenciais
Diga ao médico se durante a consulta o comportamento do seu filho é nitidamente diferente do que seria em casa ou na escola. As crianças podem ser mais "bem comportadas" quando vão ao médico!
Pedir informações de contacto se precisar
Pergunte ao médico como o pode contactar para marcar/alterar consultas de acompanhamento, para obter mais informações ou conselhos caso necessite, ou para receber ajuda se achar que está a ser difícil lidar com os problemas do seu filho.
Tranquilizar e incentivar
Assegure-lhe que você, os médicos e os professores irão trabalhar com o seu filho para ajudá-lo a comportar-se melhor e a ter menos problemas em casa e na escola.
Saliente que, se ele necessitar de tomar um medicamento para a sua condição, é importante que este seja tomado regularmente, no momento certo e durante o tempo que o médico recomendar.
Assegure-se que ele vai ao médico regularmente, que irá verificar o seu progresso e lidar com quaisquer problemas.
Incentive-o a fazer perguntas e ajude-o a obter mais informações. Pode mostrar-lhe folhetos ou outras informações relevantes, e direcioná-lo para recursos da web relevantes.
A forma como fala com o seu filho sobre a sua PHDA vai depender da idade e nível de compreensão.
Para crianças pequenas, mantenha as explicações da PHDA e do seu tratamento curtas e simples - não os sobrecarregue com informação ou terminologia complicada.
Explique que a PHDA é uma condição médica, e que há muitas maneiras de ser ajudado e ficar melhor.
Deixe claro que a PHDA pode ser uma razão, mas não é uma desculpa, para o mau comportamento.
As crianças mais velhas e adolescentes terão tido alguns anos de experiência com a PHDA. Estas podem querer participar nas decisões de tratamento mais do que as crianças mais novas, como parte de se tornarem mais independentes e "crescidos". Por outro lado, podem questionar mais, e podem ser resistentes ao aconselhamento ou ao tratamento que recebem. Podem não compreender qual o propósito do tratamento, ou sentir-se constrangidos com o facto de a sua condição e a necessidade de medicação os tornar diferentes dos seus pares. Podem achar que é difícil de lidar com os efeitos secundários do tratamento.
A PHDA é uma condição médica reconhecida e não deve ficar constrangido ou envergonhado. Há muitas maneiras de ficar melhor.
A PHDA pode ser uma razão, mas não é uma desculpa, para o mau comportamento.
O tratamento da sua PHDA pode ajudá-lo a ter menos problemas em casa e na escola, e pode ajudar a evitar problemas no futuro.
É importante tomar a medicação regularmente, no momento certo e durante o tempo que o médico recomenda.
Se suspeita de que possa haver dificuldades para recordar a toma da medicação, ou de que possa haver vergonha de serem vistos a tomar a medicação, ou têm vergonha de serem vistos a tomar comprimidos na escola/faculdade, existem opções de tratamento que podem ajudar a contornar esta situação.
Se lhe parece difícil lidar com os efeitos secundários do tratamento, incentive-os a manter um diário dos seus sintomas e, depois, a mostrar ao médico.
Incentive o seu adolescente a fazer perguntas e ajude-o a obter mais informações. Pode mostrar-lhe folhetos ou outras informações relevantes, e direcioná-lo para recursos da web relevantes.
Os professores podem ser os primeiros a reconhecer que existe um problema com o comportamento de uma criança que passe para lá da desobediência. Se o seu filho tem tido problemas e não tem a certeza se estes podem ser devidos à PHDA, marque uma reunião para falar com o professor do seu filho para pedir a sua opinião.
O professor do seu filho é um aliado inestimável para o ajudar a monitorizar e gerir a PHDA do seu filho. Os professores interagem com o seu filho durante grande parte do dia, e podem ter experiência, visão e formas de lidar com os problemas comportamentais com as quais você pode aprender. Além disso, podem efetuar avaliações e fornecer informações úteis para o médico sobre a forma como o seu filho se está a comportar, a aprender e a socializar na escola. Isso ajuda a construir uma imagem mais completa da situação, para que o melhor plano de tratamento possa ser posto em prática para o seu filho.
As escolas têm um dever legal para com as crianças com necessidades especiais, que podem incluir aqueles com PHDA.